Jornada interior com psicologia junguiana.

Terapia Online - Lisiane Hadlich

Lisiane Hadlich

Desde o ano 2000, venho sendo uma força de mudança na vida de inúmeras pessoas. Jornadas marcadas por histórias de transformação e crescimento para adultos, adolescentes, casais e famílias - não importa a complexidade dos seus desafios estou aqui para te ouvir, apoiar e guiar você em sua busca por uma mente feliz e uma vida mais plena.

Você busca entender-se com profundidade? No tema de hoje, vou abordar, sob a ótica da psicanalise,  jornada interior com psicologia junguiana. Homens, mulheres, casais, famílias chegam na psicoterapia com queixas de irritação, perda de motivação, distanciamento emocional entre o casal, oscilação emocional, sofrendo há anos com depressão. O que esta por trás disso?

Como as partes psíquicas reprimidas da sua personalidade levam ao adoecimento? Como recuperar a saúde física e mental a partir do seu centramento, equilíbrio com quem você é. Este é um dos objetivos da psicoterapia analítica junguiana, entender profundamente seu mundo emocional: sentimentos de raiva, tristezas, irritação, depressão, angustias para promover bem estar interior e naturalmente mudanças assertivas.

Psicologia junguiana: mergulho nas profundezas emocionais. 

Carl Jung, mentor da psicologia analítica junguiana, tinha o diferencial da sensibilidade. Assim como muitos filósofos dedicaram-se a identidade, proposito de vida, viver a realidade ou perder-se em fantasias, Jung, em abordagem psicológica, aprofunda esses conceitos buscando devolver saúde mental e emocional através do despertar de potenciais interiores, criatividade. 

Toda individuo busca na psicoterapia psicanalítica aumentar seu conhecimento e compreensão sobre seu mundo interior. Conhecimento liberta, acalma e traz alivio emocional. A começar por entender seus porquês, seus gatilhos e apropriar-se da própria historia bem como a historia ancestral. 

Você vive com autenticidade? Sabe separar o que é energia sua e a dos outros? Sua tendencia é ser introspectivo ou extrovertido? Em jornadas junguianas, a individuação emerge como um processo crucial. Este conceito se refere ao desenvolvimento do self, onde a pessoa busca equilibrar as diferentes partes de sua personalidade, como a persona, a sombra e o anima/animus.

Em outras palavras, estou falando de você ser autentico e fiel aos seus objetivos, sem perder-se nas fantasias como viver para os outros ou em base a vida dos outros, desconectado da sua realidade e assim sofrendo com escassez, ansiedades e angustias. Por exemplo, sentir-se perdido é um sintoma nesse cenário. 

O diferencial da psicologia junguiana

Esse trabalho interno promove o autoconhecimento e também o autodomínio e equilíbrio emocional. Ao reconhecer nossos traços e emoções reprimidos, conseguimos integrá-los de maneira saudável, evitando explosões emocionais e comportamentos impulsivos. Pode ser feito em psicoterapia individual, casal e familiar. 

Utilizando os princípios junguianos em práticas de relaxamento, podemos aprender a observar nossas reações emocionais sem identificação. Através da análise de sonhos e da exploração de simbolismos, por exemplo, os indivíduos podem identificar gatilhos emocionais e padrões de comportamento autodestrutivos.

Sabe os comportamentos que você se arrepende? Então, desenvolver uma escuta interior e aprimorar esse dialogo interior é essencial para gerir as emoções de forma assertiva. Com isso, psicoterapia junguiana oportuniza uma maior harmonia emocional.

Além disso, a  psicologia junguiana destaca-se por sua abordagem simbólica, explorando arquétipos. Esses arquétipos, como o Herói, Salvador, a Mãe e o Sábio, representam padrões universais de comportamento e muitas vezes sabotadores dos relacionamentos humanos. 

Por exemplo, logo percebendo um padrão de comportamento que emerge em momentos de estresse, conseguimos identificar se estamos agindo sob a influência de um arquétipo específico, permitindo uma tomada de consciência inteligente diante de nossas escolhas emocionais. Ademais, em termos práticos, significa regular emoções intensas.

Ao reconhecer e aceitar nossos sentimentos como expressões de arquétipos em ação, temos a oportunidade de reorientar nossas reações. Essa abordagem não apenas amplia nossa compreensão emocional, mas também reforça a capacidade de autodomínio por meio do reconhecimento da complexidade da psique.

Portanto, mergulhar na psicologia junguiana oferece um diferencial significativo para quem busca não apenas entender suas emoções, mas também cultivá-las de maneira consciente e integrada.

Autocontrole emocional e suas implicações

O autocontrole emocional é uma habilidade fundamental para a saúde mental e o bem-estar geral. Ele se refere à capacidade de administrar as próprias emoções, especialmente em momentos de estresse ou conflito. Um aspecto central do autocontrole emocional na psicologia junguiana é a consciência dos arquétipos e dos símbolos que frequentemente moldam nossa resposta emocional. Ao desenvolver essa consciência, podemos identificar padrões de comportamento que contribuem para compulsões e explosões emocionais.

Técnicas práticas da psicologia junguiana para cultivar o autocontrole emocional incluem a meditação guiada, a análise dos sonhos e a reflexão sobre experiências passadas. Essas técnicas aliadas a muitas outras, podem revelar aspectos ocultos de nossa psique que, quando trazidos à consciência, oferecem uma oportunidade para transformá-los em força emocional.

Além disso, melhora nossas interações sociais, mas também nos capacita a lidar com situações desafiadoras com mais resiliência. Ao exercitar essa habilidade, podemos viver de maneira mais intencional e alinhada com nossos valores. A jornada interior pelo autoconhecimento não apenas nos ajuda a entender melhor nossa própria natureza, como também a conectar-se de forma mais autêntica com os outros, criando um espaço seguro para que nossas emoções sejam expressas de maneira saudável e construtiva.

Compreendendo a raiva e a tristeza

Dentre as emoções que costumamos sentir, a raiva e a tristeza apresentam-se como experiências humanas universais, que podem gerar desconfortos, doenças e conflitos.  Para evitar isso, a psicologia junguiana nos ensina que, quando compreendidas, essas emoções podem se tornar aliadas poderosas em nossa jornada de autoconhecimento. A raiva, muitas vezes interpretada como um sinal de descontrole, pode ser um indicador de que algo não está alinhado com nossos valores ou limites. Ao ouvirmos essa emoção, podemos identificar injustiças em circunstâncias ou situações que exigem nossa atenção e ação.

A tristeza, por outro lado, em sua profundidade, muitas vezes traz à tona questões não resolvidas, perdas e desejos não atendidos. Ela nos convida a refletir sobre o que realmente valorizamos e a fazer mudanças necessárias em nosso cotidiano. Juntas, raiva e tristeza funcionam como um guia interno, orientando-nos em direção a uma vida mais autêntica.

Compreender essas emoções é o primeiro passo para transformá-las em ferramentas de autocontrole. Em vez de reprimir ou agir impulsivamente em resposta a elas, podemos optar por uma abordagem introspectiva. O processo de dar voz a essas emoções, reconhecendo sua presença e significado, permite que tenhamos uma relação mais saudável com elas.

Ao integrá-las em nossa narrativa pessoal, não apenas fortalecemos nosso autocontrole emocional, mas também promovemos mudanças assertivas que refletem nossa verdadeira essência. As emoções, quando bem compreendidas, têm o potencial de transformar não só a maneira como nos percebem, mas principalmente, como nos percebemos.

A jornada da raiva e da tristeza para mudanças assertivas

A jornada por trás da raiva e da tristeza é repleta de nuances que, quando compreendidas, oferecem um poderoso caminho para mudanças assertivas. Tanto a raiva quanto a tristeza são emoções que, quando mal administradas, podem se transformar em explosões emocionais e comportamentos compulsivos. No entanto, se olharmos para elas como mensagens e não como obstáculos, podemos utilizá-las a nosso favor.

O primeiro passo é a identificação. Quando sentimos raiva, é vital perguntar a nós mesmos: “O que realmente me provocou?” Essa emoção pode indicar que nossos limites foram ultrapassados ou que uma necessidade não foi atendida. Igualmente, a tristeza pode ser uma forma de luto por situações que já não nos servem, sinalizando a necessidade de mudança. A habilidade de reconhecer não acontece de forma automática nem é fácil, sendo a terapia fundamental. 

Estratégias psicoterapêuticas práticas incluem o uso de diários emocionais, meditações guiadas e atenção plena. Fazer terapia nos permite cultivar nova habitação para essas emoções. Mudar nossa percepção sobre a raiva e a tristeza não apenas as torna aliadas, mas também abre espaço para diálogos internos mais saudáveis.

Ao canalizá-las em ações construtivas, podemos transformar uma energia muitas vezes destrutiva em combustível para crescimento e transformação. Assim, ao invés de resistir a esses sentimentos, somos convidados a senti-los e, a partir disso, criar novas trajetórias que promovam uma vida mais equilibrada e satisfatória.

Inteligência emocional e seus benefícios

A inteligência emocional é um aspecto crucial do nosso desenvolvimento psíquico e influencia diretamente a maneira como nos relacionamos com o mundo e com nós mesmos. Ao abordarmos a psicologia junguiana, podemos entender que a consciência das nossas emoções é um passo fundamental para o autoconhecimento e o autocontrole emocional. Desenvolver essa habilidade não só melhora a nossa autoestima, como também impacta positivamente as nossas interações sociais.

Através da psicologia junguiana, com foco nas emoções, o psicanalista registra sentimentos auxiliando a identificar padrões e a entender melhor as reações automáticas que muitas vezes não percebemos. Junto a isso, nas meditações guiadas pode-se fortalecer o emocional, preparando-se para lidar melhor com eventos reais que evocam emoções intensas.

Praticar a empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro, também contribui para o desenvolvimento emocional. Isso nos permite ver situações sob diferentes perspectivas e fortalece relacionamentos conjugais e as relações interpessoais. Integrar esses métodos junguianos no cotidiano promove não apenas um maior autocontrole, mas também uma abordagem mais saudável e consciente para enfrentar os desafios emocionais que surgem no cotidiano. 

Superando compulsões emocionais

O autocontrole emocional é uma habilidade essencial na jornada de autoconhecimento e transformação, especialmente para aqueles que enfrentam compulsões emocionais. A psicologia junguiana, com sua ênfase na individuação e na integração de fragmentos da psique, oferece um caminho valioso para esse processo. Ao compreendermos nossas motivações mais profundas, abrimos espaço para acolher e gerenciar emoções que muitas vezes nos levam a reações impulsivas.

Um método eficaz é a prática da auto-observação. Ao monitorar nossos sentimentos e comportamentos, podemos identificar padrões e gatilhos que nos levam a agir de maneira compulsiva. A meditação guiada, atenção plena e práticas de mindfulness também são recursos valiosos, pois promovem um estado de presença que facilita o reconhecimento das emoções no momento em que surgem.

Isso permite que você responda em vez de reagir, criando um espaço para escolhas mais saudáveis. Além disso, integrar a “Sombra”, conceito central na abordagem de Jung, é fundamental. Reconhecer e aceitar partes de nós mesmos que frequentemente negamos pode diminuir o poder que essas emoções têm sobre nós, promovendo uma sensação de controle. Essas práticas, alinhadas com a jornada junguiana, são ferramentas poderosas para superar compulsões emocionais, abrindo caminho para um estado de equilíbrio e harmonia interna.

Reflexões finais

Ao considerarmos a jornada interior pela psicologia junguiana, é crucial entender como essa prática é um componente essencial na busca pelo regulação e equilíbrio emocional. A profundidade com que analisamos nossos conflitos internos nos permite acessar a sabedoria que reside em nosso inconsciente, oferecendo clareza e compreensão em momentos de tumulto emocional.

Através desse conhecimento do nosso funcionamento mental e emocional, tornamo-nos mais conscientes de nossos padrões comportamentais, permitindo que identifiquemos não apenas as compulsões, mas também as raízes emocionais que as sustentam.

Pela individuação, integra-se de aspectos diversos da psique. Essa integração é fundamental para o desenvolvimento de um autocontrole genuíno, pois só é possível controlar o que realmente compreendemos. Ao nos confrontarmos com nossas sombras, ou aspectos não reconhecidos de nós mesmos, encontramos um espaço de transformação. Esse confronto não é fácil, mas é profundamente libertador.

Além disso, a prática da atenção plena, realizada em psicoterapia junguiana se torna uma aliada poderosa para a regulação emocional. Ao estarmos atentos aos nossos impulsos e reações, conseguimos criar um espaço entre o estímulo emocional e a nossa resposta, permitindo que escolhamos com mais consciência como reagir.

Essa habilidade de pausar e refletir é um dos legados mais valiosos da psicologia junguiana na busca por equilíbrio emocional. Em última análise, a jornada interior não é apenas uma busca para diminuir sintomas como ansiedade, depressão, mas uma necessidade de conexão mais profunda e autêntica com nós mesmos.

O fortalecimento da inteligência emocional se mostra fundamental  na busca por superações e permitir transformações profundas em nossas vidas. Se você sente que é hora de transformar sua vida e encontrar equilíbrio emocional, estou aqui para caminhar ao seu lado nessa jornada.

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