Ansiedade antecipatória: sintomas e tratamento psicológico

Terapia Online - Lisiane Hadlich

Lisiane Hadlich

Desde o ano 2000, venho sendo uma força de mudança na vida de inúmeras pessoas. Jornadas marcadas por histórias de transformação e crescimento para adultos, adolescentes, casais e famílias - não importa a complexidade dos seus desafios estou aqui para te ouvir, apoiar e guiar você em sua busca por uma mente feliz e uma vida mais plena.

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Você sofre por situações que ainda não aconteceram? Sua mente tenta antecipar o futuro e tem pensamentos catastróficos? Se você chegou até aqui, provavelmente está lidando com a ansiedade antecipatória, quando a mente começa a viver, antes da hora, situações que ainda não aconteceram e que talvez nem aconteçam.

Se você ainda não me conhece, prazer. Sou Lisiane Hadlich, psicóloga e psicanalista. Ao longo de 26 anos de experiência clínica, acompanho jovens e adultos que chegam à psicoterapia por preocupação, sofrer por antecipação, por vezes, depressão. Em alguns casos, esse sofrimento já vem acompanhado de crises de ansiedade ou pânico.

Na psicoterapia, podemos compreender as causas que mantem esse modo de ser e construir novas formas de lidar com o medo, a incerteza e os desafios da vida. Isso inclui aprender a conviver com aquilo que não está sob nosso controle, com os próprios erros e imperfeições, sem transformá-los em um atestado de incapacidade. E, quando ansiedade e depressão aparecem juntas, esse sofrimento também precisa ser compreendido em sua totalidade.

O que é sofrer por antecipação?

Sofrer por antecipação é viver mentalmente em cenários que ainda não aconteceram. Trata-se de uma resposta da mente que tenta prever e controlar o amanhã como forma de autoproteção. No entanto, quando essa preocupação com o futuro se torna constante e desproporcional, entramos na ansiedade antecipatória.

Na prática, quem sofre por antecipação gasta uma energia enorme ruminando medos e inseguranças e tentando controlar situações que ainda podem acontecer. Isso pode aparecer em fases de transições como o estudante que sai da casa dos pais para fazer faculdade noutra cidade ou país, casamento, gravidez, saída dos filhos de casa, divorcio, luto. Ou ate em situações pontuais como  uma prova importante, apresentação na faculdade, entrevista de emprego, viagem, mudança de cidade ou de país, antes de conversa difícil ou diante da possibilidade de algo acontecer com alguém que ama.

Em vez de viver o presente, a mente fica presa em um ciclo contínuo de “e se?”:

  • “E se tudo der errado?”
  • “E se eu não der conta?”
  • “E se eu fracassar?”
  • “E se essa situação fugir do meu controle?”
  • “E se eu me arrepender da minha decisão?”

Por que o diagnostico de ansiedade antecipatória é importante?

Nem sempre quem está sofrendo parece estar mal. Muitas pessoas aprendem a guardar suas preocupações, continuam estudando, trabalhando, cumprindo compromissos e cuidando de quem está ao redor. Por fora, parecem dar conta. Por dentro, podem estar ruminando pensamentos catastróficos, comparando-se com outras pessoas e se inferiorizando, imaginando o que pode dar errado e até pensando em desistir de algo importante devido esses medos.

Também pode ser difícil perceber esse sofrimento em alguém que amamos. Um filho ou o cônjuge pode ficar mais quieto, começar a evitar situações importantes, se isolar ou apresentar dificuldades nos relacionamentos sociais e amorosos. Às vezes, a mudança aparece em desanimo na rotina, na vontade de sair, na maneira de se relacionar ou no interesse por atividades que antes faziam parte da sua vida.

Algumas pessoas conseguem pedir ajuda nas relações de intimidade, deixando claro que precisam consultar com uma psicóloga. Para outras, porém, o sofrimento aparece primeiro na saúde e nos comportamentos: isolamento, ânimo abatido, crises de choro, perda de oportunidades, exaustão física e mental. Nem sempre a própria pessoa percebe que essas mudanças podem estar relacionadas ao que vem vivendo internamente.

Se você está se perguntando como perceber esses sinais antes que o sofrimento se intensifique, no próximo tópico vou ajudá-lo a identificar quando a ansiedade antecipatória pode estar interferindo na sua vida.

Como identificar a ansiedade antecipatória

“A perfeição é uma ideia, a vida real é feita de limites, escolhas e imprevistos”. Seguido essa frase aparece nas psicoterapias.

Mudanças importantes, términos de relacionamento e perdas significativas podem tornar a ansiedade antecipatória mais evidente. Morar sozinho, começar a faculdade, casar, tornar-se pai ou mãe, luto, divórcio, mudar de país, trocar de emprego, maternidade/paternidade, iniciar algo novo ou recomeçar depois de uma separação são experiências que exigem adaptação e nem sempre podem ser previstas ou controladas.

Avalie abaixo alguns sinais que podem indicar necessidade de psicoterapia

  • preocupação persistente com o que pode dar errado.
  • medo de decepcionar ou de ser julgado pelos outros.
  • necessidade de prever e controlar situações.
  • dificuldade para tomar decisões diante da incerteza.
  • pensamentos repetitivos que prejudicam o sono, a concentração ou o desempenho.
  • procrastinação, evitação ou desistência diante de situações importantes.
  • autocobrança intensa e dificuldade de aceitar erros.

Quando esses sintomas começam a prejudicar seu desempenho intelectual e relacionamentos, a terapia de abordagem analítica junguiana pode ajudar a lidar com crises e tratar as causas. A psicoterapia online também possibilita esse acompanhamento para estrangeiros e brasileiros que vivem no exterior e desejam fazer terapia em português.

Quais são as causas da ansiedade antecipatória segundo a psicanálise?

Na psicologia de abordagem junguiana, a ansiedade não é compreendida apenas como preocupação excessiva com aquilo que pode acontecer. Ela pode sinalizar um conflito interno, um medo de perda, de rejeição, de fracasso ou de não corresponder ao que se espera de si mesmo ou dos outros. Por isso, duas pessoas podem passar pela mesma situação e reagir de maneiras completamente diferentes.

Quando uma situação atual desperta algo que já foi vivido, temido ou não suficientemente elaborado, a reação pode ser maior do que aquilo que está acontecendo no presente. A pessoa tenta se proteger antecipando possibilidades, imaginando problemas e procurando garantias. Sem perceber, passa a sofrer hoje para tentar evitar uma dor amanhã.

É por isso que, na psicoterapia de orientação psicanalítica, olha-se para “como parar de pensar nisso”. Mas especialmente, que a pessoa entenda as causas, significado e tenha orientações psicológicas para lidar com seus pensamentos. Quais medos estão por trás deles e por que determinada situação esta causando extremo nervosismo, paralisia emocional ou pânico. Essa compreensão pode abrir espaço para uma relação mais segura consigo mesma, com seus limites, desejos e escolhas.

Ansiedade, autocobrança e medo do futuro: caso clinico

Quando a ansiedade aparece diante de uma nova fase da vida

Ana, nome fictício, 18 anos, iniciou a psicoterapia durante as férias da universidade, após enfrentar crises de ansiedade e pânico. A proximidade da volta às aulas fez com que ela percebesse o quanto estava apreensiva com a nova rotina, morando sozinha, com medo de não corresponder às exigências da faculdade e de decepcionar os pais. A preocupação chegou a um ponto em que ela pensava em desistir da universidade.

Desde as primeiras sessões, Ana começou a sentir alívio ao encontrar um espaço em que pudesse falar sobre o que estava vivendo e ser compreendida. Com o processo de psicoterapia junguiana, o autoconhecimento e as orientações especializadas, passou a compreender melhor seus gatilhos e a trabalhar autoestima, paciência, inteligência emocional e sua relação com a vergonha, o medo e as próprias imperfeições.

Quando a autocobrança está por trás da preocupação com o futuro

Matheus, nome fictício, também procurou a psicoterapia em um momento de grande ansiedade. Ele queria modernizar a empresa da família, construída ao longo de três gerações, e carregava muitos sonhos e projetos para o futuro. Ao mesmo tempo, sua esposa estava gravida e tinha medo de nao dar conta de ser um bom pai, era muito autocrítico e sofria com a angustia o de não dar conta das responsabilidades que havia assumido.

Com o decorrer das sessões, Matheus percebeu que sua dificuldade estava em sua comunicação e ser criativo em lidar com novos desafios, tanto na empresa, quanto casamento e paternidade. O trabalho terapêutico revelou a importância de melhorar seu diálogo interior e sua comunicação com os familiares e esposa. Esse é um dos aspectos que considero importantes na terapia psicanalítica: a pessoa pode chegar procurando ajuda para uma questão específica e, ao longo do processo, descobrir padrões mais antigos que ajudam a mudar comportamentos atuais.

O que a psicoterapia pode revelar além da queixa inicial

Esses exemplos da minha experiencia clinica mostram que cada caso possui uma historia única. Esta precisa ser acolhida e compreendida para o tratamento da ansiedade antecipatória. A mesma preocupação com o futuro pode aparecer em uma estudante diante da faculdade ou em um adulto diante das responsabilidades profissionais e familiares. Na psicoterapia de abordagem psicanalítica, ao longo das sessões, começa a compreender conflitos, padrões de pensamento e formas de se relacionar que estavam na raiz do sofrimento atual.

Essa descoberta é parte importante do processo de autoconhecimento. Ao compreender melhor a própria história, a pessoa pode desenvolver novas formas de lidar com suas emoções, escolhas, relações e desafios, em vez de apenas tentar eliminar o sintoma que a trouxe inicialmente à terapia. Para mim, psicoterapia é tratamento e desenvolvimento emocional.

Psicoterapia com Lisiane Hadlich: diferenciais da abordagem

Escolhi ser psicóloga para fazer diferença na área da saúde mental e emocional, com uma abordagem, da psicologia analítica junguiana, que busca compreender e cuidar da pessoa tratando os traumas do passado, descobrindo e valorizando seus potenciais para viver de forma mais leve, abundante, resiliente. Desde 1998, acompanho homens, mulheres, casais, famílias em diferentes momentos da vida, que buscam se entender, aumentar conexao com seu eu interior para melhorar relacionamentos e superar demandas de sofrimento. A partir de 2018 atendendo no online pacientes de diversos países.

No caso da ansiedade antecipatória, o acolhimento e as orientações psicológicas já podem começar na primeira consulta por telemedicina, especialmente quando a pessoa chega em sofrimento intenso ou com crises de ansiedade. O tratamento, porém, vai além do alívio imediato. Ao longo das sessões, podemos compreender as raízes do sofrimento e construir recursos para lidar de outra maneira com aquilo que hoje provoca medo, insegurança ou paralisia.

Como funciona o tratamento psicológico?

A frequência das sessões é definida de acordo com o momento e as necessidades de cada pessoa. Muitos dos meus analisandos buscam a psicoterapia intensiva, com duas a quatro sessões por semana; em outros, o acompanhamento psicológico semanal pode ser suficiente.

Ao longo da psicoterapia, outro diferencial esta em entender e mapear a história familiar e as heranças emocionais que participam da maneira como você vive hoje. Que padrões você aprendeu em sua família? O que continua repetindo em relacionamentos amorosos e deseja mudar? Quais crenças sobre você mesmo, sobre os outros ou sobre a vida estão influenciando suas escolhas?

Psicoterapia: uma decisão consciente para transformar sua relação consigo mesma

A busca constante pela perfeição pode parecer uma tentativa de fazer tudo melhor, mas, quando acompanhada de medo de errar, autocobrança e necessidade de aprovação, pode transformar conquistas em novas fontes de pressão. Fazer terapia tem o proposito de reconhecer suas emoções, compreender o que elas comunicam e aprender a responder a elas de maneira mais consciente.

Esse processo também pode envolver:

  • desenvolver autoapreciação e autoestima, reconhecendo seu próprio valor.
  • aprender a estabelecer limites e dizer não sem culpa.
  • fortalecer a resiliência diante de mudanças e frustrações.
  • melhorar a comunicação e construir relacionamentos mais saudáveis.
  • reconhecer e modificar padrões que deixam de fazer sentido para a vida atual.
  • desenvolver maior consciência sobre emoções, escolhas e comportamentos.
  • aprender a estar mais presente, sem precisar antecipar constantemente o que ainda não aconteceu.

O próximo passo: pronta para se entender e transformar?

Reconhecer-se neste texto pode ser um primeiro passo. Talvez você tenha se identificado ou tenha reconhecido esse sofrimento em alguém próximo e esteja procurando compreender como ajudar.

Fazer um tratamento psicológico é transformar a forma como você lida com a ansiedade antecipatória e com a vida. Quando se fala sobre psicoterapia, trata-se de esperança com base em ciência, sobre estratégias que enxergam além do ansiedade, com respeito a singularidade de cada pessoa.

Cada orientação, ajuste, cuidado é pensado com carinho e responsabilidade. A jornada nem sempre é leve, mas ela pode ser mais clara, mais humana, mais precisa. E você não precisa enfrentá-la sozinho.

A Dra Lisiane está sempre disposta a caminhar ao lado de cada analisando, com informação segura, escuta acolhedora e um plano feito sob medida para cada um deles. Se a ansiedade antecipatória traz pesos, conflitos e sofrimento, ela também tem outras direções. E quando há direção, há possibilidade. Conte com a Dra Lisiane te guiar com confiança durante sua psicoterapia.

Atendimento pela psicóloga Lisiane Hadlich

Dra. Lisiane Hadlich (CRP 0722676) atende por telemedicina para todo o Brasil e exterior. O agendamento e informações é pelo WhatsApp (55) 984013014, de segunda a sexta, das 08h às 20h, fuso São Paulo. Você também pode entrar em contato via formulário aqui: contato site. 

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