Terapia para Codependencia afetiva: recupere sua autoestima.

Terapia Online - Lisiane Hadlich

Lisiane Hadlich

Desde o ano 2000, venho sendo uma força de mudança na vida de inúmeras pessoas. Jornadas marcadas por histórias de transformação e crescimento para adultos, adolescentes, casais e famílias - não importa a complexidade dos seus desafios estou aqui para te ouvir, apoiar e guiar você em sua busca por uma mente feliz e uma vida mais plena.

No contexto do bem estar pessoal e em relacionamentos, a terapia para codependencia afetiva: recupere sua autoestima, mostra como a insegurança e falta de autonomia emocional geram desregulação emocional. Assim, este artigo explorará, a partir da psicologia e psicanalise, a importância da autoestima como segurança emocional e resgatar a identidade positiva. 

Bem como alcançar um equilíbrio entre autonomia emocional e conexão, objetivo do tratamento psicológico da codependencia afetiva. Se você chegou nesse artigo, deve estar sofrendo com ansiedade, angustia, querer ajudar os outros, sentindo culpa e impotente. Como quebrar este ciclo? 

Dessa maneira, abordarei a psicoterapia como estratégia essencial para desenvolver autonomia, auto confiança e auto estima: pilares psicológicos das relações saudáveis. 

A importância da autoestima para relações saudáveis.

Primeiramente, a autoestima é um pilar fundamental nos relacionamentos, sejam familiares, profissionais ou amorosos. Nesse sentido, influencia diretamente a forma como nos relacionamos com nós mesmos e com os outros.

Assim, uma autoestima saudável permite que os indivíduos reconheçam seu valor intrínseco, proporcionando segurança emocional e capacidade de amar de forma mútua. Quando as pessoas se veem como dignas de amor e respeito, tendem a se sentir mais à vontade para expressar suas necessidades e desejos, criando um ambiente propício ao diálogo aberto e à construção de relacionamentos positivos.

Por outro lado, a falta de autoestima pode levar à codependencia afetiva, onde uma das pessoas pode sentir que seu valor depende de ajudar o outro, resolver os problemas dos outros, viver para o outro, interferindo sem respeitar a liberdade. Em outras palavras, ajudas e contatos invasivos. 

Gatilhos da codependencia afetiva

Na maioria das vezes, trata-se de um comportamento inconsciente. O pai, a mãe, o chefe, cônjuge filho, não percebem que estão sendo codependentes. Logo, manipuladores. Devido justificar as intenções, por exemplo, “sou sua mãe”, “você me deve respeito”, “vou morrer e você vai sentir falta”, “você nunca vai achar ninguém igual a mim”, “não te ajudei na infância vou te ajudar agora”, “é tudo minha culpa, me deixa te ajudar”, entre outras falas da codependencia.

Dessa forma, nessa dinâmica, quem escuta sente-se mal e afasta-se do codependente. Entretanto, o dependente não entende o motivo da ausência e faz cobranças, chantagens, crises emocionais buscando aproximação. Assim, essa dinâmica doentia, ao invés de fortalecer a relação, gera insegurança e conflitos. Para evitar essa armadilha, é essencial trabalhar na autoestima dentro do relacionamento.

Ou seja, praticar a valorização da autonomia, solitude. Isso envolve tanto o autocuidado quanto desenvolver um apoio respeitador a liberdade do outro. Na falta da auto estima, existe a culpa, o medo da rejeição e do abandono. 

Por exemplo, mãe e pai que foram ausentes na infância dos filhos por trabalharem demais. Podem desenvolver codependencia no sentido de projeção para compensar a culpa interior. Nesses casos, a terapia de casal e terapia familiar podem auxiliar.

Outro exemplo, líder que envolve-se na vida pessoal dos colaboradores. Pode acabar sendo critico, agressivo ou assediador devido projetar suas carências emocionais nos relacionamentos do trabalho. Nesses casos, existe a psicoterapia para lideranças e executivos. 

Ademais, exemplo muito comum nos relacionamentos amorosos de codependencia, o cônjuge que ameaça terminar ou cometer suicídio em qualquer dificuldade. Por consequência desencadeia surtos emocionais, insônia, compulsões, decisões imediatistas e irracionais ocasional exaustão no relacionamento.

Portanto, o desafio do codependente é como viver sua individualidade de forma equilibrada com os demais. Precisa-se olhar os medos mais profundos e investir no resgate da identidade e autonomia emocional. 

Insegurança emocional e seus efeitos na codependencia

A insegurança emocional refere-se à sensação persistente de dúvida e incerteza sobre o próprio valor, podendo estar ligado a culpa, arrependimentos, traumas da infância. Nos relacionamentos, essa insegurança pode manifestar-se como ciúmes excessivos, necessidade constante de validação ou medo intenso do abandono. Essas manifestações alimentam a dependência emocional em detrimento de uma relação saudável.

Os efeitos da insegurança emocional são profundos e abrangem tanto o indivíduo codependente quanto suas relações. Para o indivíduo inseguro, as emoções podem ser avassaladoras. Essa pessoa pode ter reações exageradas, comprometendo a intimidade, devido as máscaras de controle. 

No contexto da codependencia, uma pessoa pode sentir-se sufocado pela necessidade constante do outro, enquanto o outro se sente frustrado por não receber o apoio emocional que tanto deseja. Essa falta de equilíbrio não apenas impede o crescimento da relacionamento, mas também pode levar ao afastamento, criando um terreno fértil para mal entendidos.

Trabalhar a insegurança emocional é, portanto, fundamental para a construção de relações saudáveis, satisfatórias e duradouras.

Autonomia emocional: a chave para relações saudáveis

Você tem problemas nos seus relacionamentos? Atrai pessoas que te enganam, sufocam? Ou sente-se desamparado e carente com medo da solidão? Então, são questões de autonomia emocional. 

Primeiramente, a autonomia emocional refere-se à capacidade de gerir e compreender as próprias emoções de forma independente, sem depender dos outros para validação. Essa autonomia é um componente essencial da autoconfiança, pois permite que os indivíduos ajam a partir de um senso interior de segurança, em vez de buscar a estabilidade emocional na felicidade do outro.

Por isso, a psicologia psicodinâmica e junguiana focam a autonomia emocional, para a pessoa ser capaz de estabelecer limites saudáveis e tomar decisões que respeitem sua própria individualidade e necessidades.

Trabalhar para desenvolver a autonomia emocional dentro de um relacionamento pode ser feito através de práticas cotidianas. Primeiramente, a auto-reflexão é fundamental. Questões como “O que realmente desejo?” ou “Como me sinto diante dessa situação?” podem ajudar a pessoa a se conectar com suas emoções subjacentes.

Entretanto, pode ser difícil fazer isso sozinho. Por isso, recomenda-se buscar apoio psicológico especializado, para facilitar o dialogo interior e promover novas formas de interpretar os acontecimentos. 

Equilíbrio entre independência e conexão

Encontrar um equilíbrio entre a independência e a conexão emocional em um relacionamento é fundamental para cultivar a essência do bem estar nos relacionamentos. Tratando a codependencia aprende-se a cultivar a independência emocional que possibilita que cada pessoa tenha espaço para desenvolver suas próprias paixões, interesses e objetivos.

Respeitar o espaço e tempo das outras pessoas traz validação e conforto emocional. Por conseguinte, permite um ambiente de segurança e escuta que fortalece a relação. A chave está em encontrar essa sinergia: respeitar a individualidade de cada um, enquanto cada um age da melhor forma dentro dos próprios valores.

Dessa forma, os relacionamentos ultrapassam a dependência e se transformam em cumplicidade enriquecedora, onde ambos permanecem inteiros como indivíduos.

Como lidar com codependentes que não aceitam tratamento?

Esse tópico surge da pergunta de muitas pessoas que sofrem convivendo com codependentes resistentes a terapia ou tratamento psicológico. Muitas vezes, se afastam da pessoa e buscam alguma forma de conviver com menos tensão e conflitos.

Nesses casos, o afastamento será inevitável. Conviver com pessoas presas em escolhas de dor e perpetuação de conflitos cria uma áurea pesada, pessimista, negativa. Justamente pela saúde mental estar ligada a autonomia, colocar limites em pessoas codependentes será inevitável. 

Algumas reflexões do senso comum aplicam-se como: “evoluir pelo amor ou pela dor” e “quando a dor for insuportável busca-se mudar”. Entretanto, existem padrões mentais de infelicidade e sofrimento, a maioria das doenças mentais graves estão presas nesse buraco negro do “não da certo”, “comigo não funciona”, “não tem o que fazer”.

Entretanto, fazem suas escolhas sustentando vidas disfuncionais, com violências psicológicas e físicas, mentiras, vícios descontrolados, falta de cuidado com a saúde física. Para uma convivência não danosa, pode-se fazer terapia individual e praticar o desapego. 

Por fim, lembre-se que autonomia emocional incomodam pessoas controladoras. Codependentes sem tratamento, estão em uma “zona de conforto” alimentando-se de conflitos.

Por isso, mantenha sua terapia em dia para fortalecer sua auto estima, auto confiança, sentindo-se merecedor de ser amado e ser bem tratado, respeitado. Invista nos relacionamentos com conexão emocional, pessoas que querem mudar e evoluir, sendo honesto com suas expectativas.

Outra dica é cultivar relacionamentos saudáveis. Cerque-se de pessoas que valorizam e respeitam você. E codependentes em tratamento psicológico resgatam a auto estima, auto confiança, transformando a forma de viver e seus relacionamentos.

Psicoterapia como ferramenta de transformação

A psicoterapia emerge como uma estratégia transformadora para indivíduos que buscam superar as inseguranças emocionais que causam a codependencia afetiva. Muitas vezes, essas inseguranças estão enraizadas em experiências passadas, sistemas familiares traumáticos e crenças limitantes sobre si mesmo.

No contexto terapêutico, o primeiro passo é estabelecer um espaço seguro, profissional e acolhedor, onde a pessoa possa explorar suas emoções sentindo-se a vontade. Métodos como a psicologia junguiana associada a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) têm se mostrado eficazes no tratamento da codependencia emocional.

A psicoterapia junguiana é uma abordagem valiosa, pois permite que o indivíduo compreenda a origem de suas inseguranças emocionais. Ao explorar relacionamentos passados e o impacto deles na formação da identidade, o paciente pode começar a desvincular seus sentimentos de auto desvalorização e infelicidade crônica.

Outro método relevante é a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que promove a aceitação das emoções e a ação baseada em valores pessoais. Essa abordagem encoraja os indivíduos a se comprometerem com suas metas de bem-estar emocional, criando um senso de autonomia e resiliência nas relações. Assim, a psicoterapia se torna um aliado poderoso para desenvolver a autoconfiança e construir relacionamentos saudáveis e equilibrados.

Concluindo: Terapia para codependencia afetiva.

Em suma, desenvolver a auto estima, autoconfiança, amor próprio são passos cruciais para evitar a dependência afetiva. Fortalecer a autoestima, trabalhar a insegurança emocional e buscar o equilíbrio entre independência e conexão são estratégias eficazes. Com a ajuda da psicoterapia, é possível cultivar relações saudáveis que respeitem a autonomia emocional, promovendo ambientes e relações gentis e agradáveis. 

Se você sente que é hora de transformar sua vida e encontrar equilíbrio emocional, estou aqui para caminhar ao seu lado nessa jornada, com atendimento psicológico para todos os lugares do mundo. Agende sua consulta e dê o primeiro passo para sua evolução.

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