Terapia Online: uma pausa para se entender e se reconectar

Terapia Online - Lisiane Hadlich

Lisiane Hadlich

Desde o ano 2000, venho sendo uma força de mudança na vida de inúmeras pessoas. Jornadas marcadas por histórias de transformação e crescimento para adultos, adolescentes, casais e famílias - não importa a complexidade dos seus desafios estou aqui para te ouvir, apoiar e guiar você em sua busca por uma mente feliz e uma vida mais plena.

Existe um momento (e quem já passou por ele reconhece na hora) em que você percebe que está funcionando no piloto automático. Acorda, faz o que precisa ser feito, deita. No dia seguinte, repete. Por dentro, porém, alguma coisa aperta. Uma inquietação que não tem nome certo, um cansaço que não passa nem depois de uma boa noite de sono, uma sensação de que a vida está acontecendo ao redor de você, e não com você.

Talvez tenha sido uma briga que mexeu mais do que deveria. Talvez seja aquele ciclo que se repete no trabalho, nos relacionamentos, na família e você já não aguenta mais se perguntar por que as coisas sempre terminam do mesmo jeito. Ou talvez seja só um vazio que não passa, difícil de explicar para quem está de fora.

Escrevo esse texto com base em 26 anos de clínica baseada em psicologia analítica junguiana. Se algo aqui soou familiar, este texto é para você.

A dor que a gente aprende a ignorar

Quando a ansiedade fala mais alto: como a terapia online pode te ajudar a retomar o fio da vida — ilustração 1

Marina tem 34 anos, mora fora do Brasil há cinco, trabalha em home office e do lado de fora parece que está bem. Mas há meses ela sente o coração acelerar sem motivo aparente, dorme mal, e percebe que está irritada com as pessoas que mais ama. Ela pensa em buscar ajuda, mas sempre tem uma razão para adiar: quando as coisas acalmarem um pouco, aí eu procuro alguém.

O problema é que as coisas não acalmam. E a vida menos caótica que ela está esperando para começar a se cuidar nunca chega porque o caos, muitas vezes, vem de dentro.

A história de Marina é fictícia, mas poderia ser a de muitas pessoas. A ansiedade tem esse jeito silencioso de se instalar: começa com uma tensão nos ombros, uma dificuldade de dormir, uma irritabilidade que você justifica com o excesso de tarefas. Depois vêm as dores no corpo sem causa física clara, a dificuldade de se conectar com os próprios sentimentos, a sensação de que você está presente em tudo e presente em nada ao mesmo tempo.

A psicologia chama isso de somatização, quando o emocional não processado encontra saída pelo corpo. E é muito mais comum do que se imagina.

Por que a gente adia tanto pedir ajuda?

Tem algo curioso no ser humano: a gente costuma esperar a situação ficar realmente insuportável para buscar apoio. Enquanto dá para ir levando, leva. E enquanto parece que dá conta, tenta dar conta sozinho.

Isso não é fraqueza nem descuido. É, muitas vezes, um padrão depreciativo aprendido desde cedo, de que sentir demais é exagero, pedir ajuda é sinal de limitação ou as coisas vão se resolver com o tempo.

Só que algumas coisas não se resolvem sozinhas: padrões repetitivos de relacionamento, a criança interior ferida que ainda reage no lugar do adulto, o medo de intimidade que sabota vínculos antes mesmo de eles se aprofundarem. Essas questões pedem um olhar mais cuidadoso, um espaço seguro para serem tocadas.

Não porque você seja incapaz. Mas porque certas camadas da experiência humana precisam de um acompanhamento especializado para serem acessadas com segurança.

O que é a terapia online e como ela funciona na prática

Quando a ansiedade fala mais alto: como a terapia online pode te ajudar a retomar o fio da vida — ilustração 3

A terapia online funciona exatamente como a presencial, com a diferença de que acontece por videochamada, de onde você estiver. Não importa se você mora em São Paulo, Lisboa, Toronto ou Dubai: as sessões acontecem em um horário combinado, em um ambiente privado da sua escolha.

Na abordagem da psicologia analítica junguiana, base do trabalho da Dra. Lisiane Hadlich, o processo terapêutico não se limita a técnicas de controle de sintomas. Ele convida a entender por que você age como age, de onde vêm seus padrões, o que sua história tem a ver com o sente hoje.

É uma terapia de profundidade: acolhedora, sem julgamentos, mas que não fica só na superfície. São sessões para refletir, ressignificar, transformar. Ideal para quem deseja lidar com questões emocionais, existenciais e relacionais de forma profunda. Tudo integrado para atender você como um todo, e não apenas o sintoma que aparece primeiro.

Para quem vive fora do Brasil, esse formato tem ainda outro valor: a possibilidade de ser atendido em português, por uma profissional que compreende as particularidades emocionais de quem está longe de casa, longe dos vínculos afetivos de origem. Se esse é o seu caso, você pode conhecer mais sobre esse acompanhamento especializado em como cuidar da saúde emocional estando longe do Brasil.

O que pode mudar quando você começa a terapia

Uma das primeiras coisas que muitas pessoas percebem, bem antes de qualquer grande mudança de comportamento, é sentir alívio. O alívio de finalmente conseguir nomear aquilo que estava confuso por dentro. Saber o que está sentindo já muda alguma coisa: a ansiedade perde um pouco do seu poder quando deixa de ser um ruído sem forma. Algumas dores físicas que pareciam sem explicação também começam a fazer mais sentido.

As mudanças de comportamento vêm com o tempo, e isso é natural. A terapia é parecida com aprender a enxergar num quarto que estava escuro. Aos poucos, os contornos aparecem. Você começa a identificar seus próprios padrões, a entender por que certas situações te ativam tanto, a notar onde você cede mais do que deveria ou se afasta de vínculos que importam.

Com o tempo, surgem coisas como:

  • Mais clareza sobre seus sentimentos e reações.
  • Reconhecer a ansiedade e estresse.
  • Mais presença nas relações, com os outros e com você mesmo.
  • Capacidade de fazer escolhas a partir de um lugar mais consciente, e não só por medo ou hábito.
  • Um senso de identidade mais sólido, menos dependente da aprovação externa.

Para mulheres que vivem o esgotamento de cuidar de todos ao redor enquanto se esquecem de si mesmas, esse processo pode ser especialmente transformador, algo que exploramos com mais detalhes em como se reencontrar quando você cuida de todos e esquece de si mesma.

Quando a terapia junguiana faz diferença

A psicologia analítica tem uma premissa que ressoa fundo em quem está cansado de soluções superficiais: ela parte do princípio de que os sintomas têm um significado. A ansiedade, a compulsão, o vazio, os conflitos que se repetem, nada disso é aleatório. São formas da psique tentando se comunicar.

Isso não significa que você vai ficar anos em terapia sem sentir nada. Significa que o processo vai além de apagar o fogo, ele trabalha para entender o que o está causando.

Esse mergulho na própria essência é especialmente valioso para quem sente que já tentou de tudo e continua voltando ao mesmo lugar, para quem vive conflitos relacionais que não consegue resolver sozinho, ou para quem está em um momento de transição de vida, relacionamento ou identidade  e sente que precisa de um espaço para reorganizar o que está dentro.

Se você convive com o peso de padrões relacionais que se repetem e quer entender as raízes disso, o artigo sobre ilusões nos relacionamentos e como a psicoterapia pode ajudar pode ser um bom ponto de partida.

Você não precisa estar em crise para buscar ajuda

Há um momento em que a ansiedade para de sussurrar e começa a gritar. Os relacionamentos entram em colapso, o trabalho perde o sentido, as compulsões se normalizam. Quem chega à terapia nesse ponto chega porque não havia mais escolha e isso é absolutamente válido. Mas existe outro caminho.

Pesquisas em psicologia preventiva como as consolidadas pelo campo do bem-estar positivo de Martin Seligman indicam que pessoas que buscam suporte psicológico antes de crises graves não apenas evitam sofrimento futuro, mas desenvolvem repertório emocional para aproveitar a vida com mais presença e intencionalidade.

Por que não começar pelo autoconhecimento? Pode começar numa curiosidade sobre si mesmo, em um desejo de viver de forma mais consciente e não apenas no desespero. Você pode entender o que move seus padrões de relacionamento, por que o trabalho virou refúgio ou armadilha, como a nova identidade de pai ou mãe se encaixa ou não com quem você sempre foi ou como envelhecer de um jeito que faça sentido para você.

E dentro de uma perspectiva junguiana, ele vai além do sintoma: toca o que está por baixo, os símbolos, os ciclos, o que a psique está tentando dizer há mais tempo do que você imagina. O que muda quando você começa antes da crise? Você para de apenas reagir à vida e começa, aos poucos, a vivê-la com mais consciência.

E se você está lendo até aqui, algo dentro de você já sabe disso.

“”O privilégio de uma vida é tornar-se quem você realmente é.” Carl Gustav Jung

Um primeiro passo que pode mudar muita coisa

A terapia não exige que você saiba exatamente o que sente. Exige apenas a disposição de começar.

“O privilégio de uma vida é tornar-se quem você realmente é.” — Carl Gustav Jung

A Dra. Lisiane Hadlich atende como psicóloga online há mais de duas décadas, com uma escuta acolhedora. Se você quer entender melhor como funciona o processo terapêutico, quais formatos de atendimento estão disponíveis ou simplesmente quer saber se isso faz sentido para o que você está vivendo agora, conheça as terapias online disponíveis na Mente Feliz e dê o primeiro passo.

Você não precisa continuar levando sozinha.

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